"Aprender sem pensar é tempo perdido" Confúcio. Este blog foi criado com a finalidade de compartilhar ideias e novos conhecimentos, entre alunos, professores e todas as pessoas interessadas. Críticas e sugestões são bem-vindas.
domingo, 20 de março de 2011
A Filosofia e o Filosofar, por Sérgio Biagi Gregório
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Filosofia: uma busca primordial, por José Igídio dos Santos
Ser filósofo profissional na atual sociedade não serve para quem deseja ganhar altos salários, embora fosse um mérito, se acontecesse. Na verdade, todos os educadores que se dedicam ao ensino são pouco valorizados e respeitados, o que não ocorre entre os políticos e diversos profissionais liberais que são muito bem remunerados, mas nenhum deles conseguiu seu espaço sem o auxílio pedagógico de educadores.
As instituições Particulares e algumas Estaduais no Ensino Médio imperam uma metodologia bancária focada no vestibular e não nas habilidades e competências que possibilitem aos educandos enfrentar as (in)certezas do momento presente. Com raras exceções, desde muito tempo a maioria das famílias vem “desistindo dos filhos”, pois ao matriculá-los numa escola pública ou particular “muitas vezes” se esquecem de educá-lo para os princípios fundamentais da convivência humana e isto é detectado no dia-a-dia escolar, vemos a incapacidade dos alunos de dialogar com respeito a si e aos outros, intolerância ao silêncio, inquietude eletrônica, uso do celular para torpedos dentro da sala de aula e ainda audição de músicas. Este procedimento coloca em xeque a prática pedagógica do educador que procura usar novas metodologias capazes de ajudar à formação humana, moral e cidadã do educando.
Por estes fatos constatamos a falência da educação de base, muitos pais desistiram de seus filhos e os entregaram às instituições escolares se eximindo da cotidianidade, do acompanhamento formativo de princípios e valores. Realmente o que existe na sociedade brasileira é ainda uma educação que reforça as desigualdades sociais, classificando e excluindo. Existem muitas mudanças em processo na área educacional, mas não é possível vermos resultados imediatos, pois o professor vive parte de sua vida em ambiente de trabalho estressante, competitivo e muitas vezes a sua função primordial é desviada para os cuidados aos princípios educacionais que os pais ou responsáveis deixam de cumprir pela incapacidade de impor limites aos seus rebentos e educá-los para os princípios básicos da convivência entre os humanos: respeito, compreensão, polidez, doação, partilha.
Infelizmente existe uma acomodação intelectual e deixamos de pensar de forma múltipla o contexto vital de nossa existência e é justamente aqui neste âmbito que se faz necessária a emergência do filosofar, pois a vida humana pede socorro e nós estamos insensíveis ao eco da vida que emana das diversas faces da realidade. Como sabemos pela história: é filosofia a mãe de todas as ciências e percebemos que muitas ciências parecem prescindirem da filosofia e por conta desta postura instaurar novas ditaduras no conhecimento, supervalorizando mais exatas e biológicas à letras, pensamento sistemático e raciocínio filosófico. Na vida real é assim: toda mãe aguarda a volta do rebento de seu ventre e para isso dá lugar à sua sapiência em busca de uma nova relação de amor pela sabedoria questionadora do real. Este processo poderá ampliar a capacidade do sujeito cognoscente que busca o desenvolvimento do espírito crítico em face da realidade superando a forma pacata de aceitação do real, buscando assim o exercício da autonomia por meio da consciência de que muitas situações reais poderiam ser diferentes se não houvesse conivência humana e que poderíamos ter agido de forma diversa da costumeira.
Vamos instaurar a realidade do pensamento filosófico como caminho para a sabedoria, para isso deixemos os filósofos e sociólogos trabalharem na mensuração da realidade, todas as disciplinas ganharão mais eficácia na realidade concreta e principalmente no aspecto humano e social.
Licenciado em Filosofia,
Bacharel em Teologia, Professor Universitário na FAECA de
Monte Aprazível e no Ensino Médio na Rede Estadual.
Endereço eletrônico: jigidio@itelefonica.com.br
domingo, 24 de janeiro de 2010
Ensino de filosofia e a responsabilidade ética como postura moderada
Fonte:Revista Pragmateia Filosófica - Núcleo de Educação para o Pensar - NUEP - Passo Fundo - Ano 1 - Nº 01 - Out. de 2007
Imagens: Google
sábado, 28 de novembro de 2009
Método da Filosofia
· O MÉTODO E OS PROBLEMAS
Método - do grego methodos significa caminho para chegar a um fim.
Todo método, seja na filosofia ou em qualquer outro campo, tem por finalidade formular ou tentar afirmações, previsões e explicações, e, no caso específico da filosofia, descobrir meios de chegar a uma reflexão mais precisa e eficaz sobre o eu, o outro e o mundo da natureza.
Entretanto, os métodos úteis para solucionar um certo conjunto de problemas podem ser totalmente ineficazes para solucionar outros conjuntos.
Lembremo-nos, porém, de que ainda há problemas para os quais não se conseguiu nenhum método capaz de proporcionar uma solução (1).
· DIALÉTICA
Sócrates inaugura o método quando institui a maiêutica, ou seja, a arte de perguntar.
Platão aperfeiçoa a maiêutica de Sócrates e a transforma no que ele chama dialética.
A dialética platônica conserva a idéia de que o método filosófico é uma contraposição, não de opiniões distintas, mas de uma opinião e a crítica da mesma. Conserva pois, a idéia de que é preciso partir de uma hipótese primeira e depois ir melhorando, à força das críticas que se lhe fizerem.
Em Hegel, abrange três momentos: 1º) o positivo, da unidade; 2º) o negativo, da divisão; 3º) o da nova unidade. Este processo renova-se constantemente. Exemplo: posição - botão; divisão - flor; nova unidade - fruto (2).
· A LÓGICA E A DISPUTA
Aristóteles atenta para este movimento da razão intuitiva que passa, por meio da contraposição de opiniões, de uma afirmação à seguinte e desta à seguinte.
Esforça-se para encontrar a lei em virtude da qual, de uma afirmação passamos à seguinte.
As leis do silogismo, suas formas, suas figuras, são, pois, o desenvolvimento que Aristóteles faz da dialética.
Esta concepção da lógica como método da filosofia é herdada de Aristóteles pelos filósofos da Idade Média, os quais a aplicam com um rigor extraordinário.
O método que seguem os filósofos da Idade Média não é somente, como em Aristóteles, a dedução, a intuição racional, mas também a contraposição de opiniões divergentes. Por isso, a disputa (2).
· DÚVIDA HIPERBÓLICA
Paradoxalmente, é o caminho da dúvida que leva Descartes ao método que nos conduz ao conhecimento de todas as coisas.
Descartes parte da seguinte idéia: aquilo que nos enganou, mesmo uma só vez, nunca mais merece a nossa confiança, tornando-se duvidoso. Aquilo que é duvidoso deve ser considerado como falso, pois a realidade só comporta dois valores: o verdadeiro ou falso.
Duvida de tudo. A dúvida, no caso, será sistemática e geral, mas não cética, pois o projeto de Descartes não visa a fechar-se dentro da dúvida, mas antes utilizá-la como instrumento para superar a própria dúvida (1).
· A FENOMENOLOGIA COMO MÉTODO
O método fenomenológico, que encontra a sua primeira formulação em Edmund Husserl, tem por intuito primeiro elaborar uma descrição rigorosa da realidade.
A essa realidade Husserl chama fenômeno, aquilo que se oferece à minha observação intelectual, isto é, à observação pura.
Para poder chegar a essa observação pura é necessário deixar de lado todas as idéias preconcebidas, todos os preconceitos, tudo aquilo que ouvimos dizer, tudo aquilo que lemos a respeito (1).
O MÉTODO
Método - do grego methodos significa caminho para se chegar a um fim. Todo método, seja em Filosofia ou em qualquer outro campo, tem por finalidade formular e tentar afirmações, explicações e previsões, com o intuito de descobrir a verdade, contrapondo-se ao erro. Na ciência, utilizamos o método positivo; em filosofia, o método especulativo. Qual o alcance dessa diferença metodológica?
A intuição mística é, muitas vezes, cogitada na especulação filosófica. Não podemos desprezá-la de todo pois o sentimento com relação ao Ser Supremo pode perfeitamente conter parte da verdade. A dificuldade em aceitá-la como método filosófico está no fato de que essa faculdade extra-racional e extra-empírica oferece pouca ou nenhuma garantia de rigor e precisão que o referido método filosófico exige.
A dialética hegeliana, o transcendentalismo de Kant e a fenomenologia descritiva de Husserl constituem os três mais importantes métodos para superar o método filosófico clássico, baseado no empirismo e no racionalismo. Partem de um conhecimento a priori, puro. Eles, porém, não explicam com clareza como chegam a essa pureza do conhecimento. Por isso, os críticos alimentam sérias dúvidas quanto ao êxito desses ensaios, preferindo a opinião de que não passam de formas disfarçadas do método empírico e do método racionalista.
A axiomática hilbertiana possibilitou nova dimensão à técnica reflexiva da filosofia. Segundo as próprias palavras de Hilbert, tudo que pode ser motivo do pensamento científico recai, desde que se integre na estrutura de uma teoria, sob o domínio da axiomática e, portanto, da matemática. É que toda a teoria, segundo ele, é edificada sobre os indemonstráveis (axiomas). Por isso, a suspeita com relação à garantia do conhecimento a priori.
A criação do sistema especulativo, entretanto, é uma atividade puramente estética que não se submete a preceitos racionais. Nada disso porém deverá impedir-nos de reter, apenas os axiomas arbitrariamente escolhidos dos que se mostram mais fecundos no curso do pensamento e do raciocínio abstrato. Desta forma, são a experiência e razão (não o empirismo ou o racionalismo) que devem constituir o critério para o julgamento crítico do valor de nossas proposições.
A especulação filosófica, como vimos, exige o exercício do bom senso. Urge estarmos sempre alerta para não cairmos na mitificação do conhecimento.
QUESTÕES
1) Qual o significado de método?
2) Qual o conceito de dialética?
3) Como Platão aperfeiçoa a maiêutica socrática?
4) No que consiste o método da disputa?
5) Como você explica a dúvida hiperbólica?
6) O que é fenomenologia como método?
TEMAS PARA DEBATE
1) A intuição mística é aceitável como método da filosofia?
2) A tese do conhecimento a priori, defendida por Kant, Husserl e Hegel supera o método baseado no empirismo e no racionalismo?
3) Experiência e razão (não o empirismo ou o racionalismo) devem constituir o critério para o julgamento crítico do valor de nossas proposições. Comente.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) GILES, T. R. O que é Filosofar?
(2) GARCIA MORENTE, M. Fundamentos de Filosofia.
Fonte: http://www.ceismael.com.br/download/apostila/apostife.htm#O%20M%C3%89TODO%20DA%20FILOSOFIA
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Dia Mundial da Filosofia no Loucuras Filosóficas do Alexandrelli - JustTV - 19 11 09
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
CONCEITO DE FILOSOFIA
CONCEITO E DEFINIÇÃO
Definição - do latim definitione. Definir, segundo a lógica formal, é dizer o que a coisa é, com base no gênero próximo e na diferença específica. É enunciar os atributos essenciais específicos de um objeto ou o sentido de um conceito, seu conteúdo e limite, de modo que o torna inconfundível com o outro (1).
O conceito de Filosofia deve ser enunciado de acordo com a época histórica: Antigüidade - os filósofos; Idade Média - os sistemas doutrinários; Idade Moderna e Contemporânea - os problemas.
O PROBLEMA DO CONCEITO DE FILOSOFIA
Colocar o problema do conceito de filosofia é procurar determinar em que termos a filosofia poderá ter assegurada sua autonomia.
O verdadeiro conceito da filosofia deve atender conformemente a quatro problemas específicos:
1º) o da atitude filosófica;
2º) o do objeto da filosofia;
3º) o do método da filosofia;
4º) o do fim da filosofia.
O pensamento grego foi quem melhor se encaminhou para esta visão completa da filosofia (2).
DEFINIÇÃO DE FILOSOFIA
Com o decorrer do tempo, entretanto, a palavra filosofia foi perdendo esse seu significado etimológico.
Na própria Grécia Antiga o termo filosofia passou a designar não apenas o amor ou a procura da sabedoria, mas um tipo especial de sabedoria. Aquela que nasce do uso metódico da razão, da investigação racional em busca do conhecimento(3).
A FILOSOFIA ANTIGA
Então, a filosofia já não significa “amor à sabedoria”, nem tampouco significa o saber em geral, qualquer saber; senão que significa esse saber especial que temos, que adquirimos depois de tê-lo procurado e de tê-lo procurado metodicamente.
Na filosofia, distinguem-se, ainda, diferentes partes. Na época de Aristóteles, a divisão era: lógica, física, metafísica e ética (4).
A FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
A teologia é o conhecimento acerca de Deus.
A filosofia são os conhecimentos humanos acerca das coisas e da Natureza e até mesmo de Deus por via racional.
Nesta situação a palavra “filosofia” continua designando todo o conhecimento, menos o de Deus. E assim adentrou muito o século XVII (4).
A FILOSOFIA NA ATUALIDADE
Assim, atualmente, a filosofia é uma ciência que estuda as leis mais gerais do ser, do pensamento, do conhecimento e da ação. É uma concepção científica do mundo como um todo, da qual se pode deduzir certa forma de conduta (5).
CONCEITO DE FILOSOFIA
Os filósofos gregos da Antigüidade fornecem-nos uma visão completa da Filosofia. A atitude desinteressada na busca do conhecimento objetivava à última redução do real, sem compromissos particulares e limitados. Utilizavam o método demonstrativo não apenas aplicando a um plano lógico, mas metafísico. A finalidade era favorecer a reta razão, a perfeição interior e a autoconsciência do homem.
Na Idade Média não existia uma Filosofia mas correntes de opiniões, doutrinas e teorias, denominadas de Escolástica. Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho são seus principais representantes. Buscava-se conciliar fé com razão. O método utilizado é o da disputa: baseando-se no silogismo aristotélico, partiam de uma intuição primária e, através da controvérsia, caminhavam até às últimas conseqüências do tema proposto. A finalidade era o desenvolvimento do raciocínio lógico.
Na Idade Moderna, as ciências se desprendem do tronco comum da Filosofia. Restam à Filosofia as reflexões sobre a Ontologia ou Teoria do Ser, a Gnoseologia ou Teoria do Conhecimento e a Axiologia ou Teoria dos Valores. O método utilizado é o da intuição: intelectual, emotiva e volitiva. Discutem-se problemas relacionados ao ser, ao pensamento e à conexão entre ambos. A finalidade é a transformação da sociedade pela autoconsciência do indivíduo.
A atitude, o método, o objeto e a finalidade da Filosofia mudam-se no decorrer de sua história. Hoje, já não comporta as cogitações metafísicas e transcendentais, divorciadas da realidade e da vida social. Há que se pensar em transformar a sociedade, oferecendo-lhe subsídios para uma vivência plena e participativa dos indivíduos que a compõem.
Desta forma, o conceito atual de Filosofia fundamenta-se no estudo da essência e do valor de todas as coisas: cosmos, vida, sociedade, natureza. É uma reflexão critica sobre o “eu”, o “nós” e a “natureza”, com a finalidade de tornar mais humana a vida social.
QUESTÕES
2) Qual o significado de definição?
3) Qual o conceito de filosofia?
4) Qual o conceito de filosofia na Idade Média?
5) Qual o conceito de filosofia na atualidade?
TEMAS PARA DEBATE
2) O método da disputa usado na Idade Média tem utilidade para a Filosofia Moderna?
3) A filosofia é uma reflexão crítica sobre o “eu”, o “nós” e a “natureza”. Comente.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) BAZARIAN, J. Introdução à Sociologia.
(2) MENDONÇA, E. P. de. O Problema do Conceito de Filosofia.
(3) COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia.
(4) GARCIA MORENTE, M. Fundamentos de Filosofia.
(5) BAZARIAN, J. O Problema da Verdade.
Por Sérgio Biagi Gregório
Fonte:http://www.ceismael.com.br/
domingo, 22 de novembro de 2009
VOCABULÁRIO FILOSÓFICO
“A Posteriori” - Aquilo que é estabelecido e afirmado em virtude da experiência.
“A Priori” - Independente da experiência sensível
Absoluto - O que não comporta nenhuma limitação, restrição ou dependência. O contrário de relativo.
Abstração - Operação pela qual o espírito separa mentalmente coisas de fato inseparáveis.
Abstrato - O que resulta de uma abstração. O contrário de concreto.
Acidente - O que pode ser modificado ou suprimido sem que a coisa em que existe mude de natureza ou desapareça.
Análise - Operação pela qual o espírito vai do composto ao simples, do todo para suas partes componentes.
Analogia - Argumentação pela semelhança, segundo a qual, do fato de um atributo convir a um sujeito, se deduz a sua conveniência com um sujeito semelhante.
Antropocentrismo - Doutrina que coloca o homem no centro do universo e medida de todas as coisas.
Antropomorfismo - Doutrina que representa todos os seres tomando por modelo a natureza humana.
Argumento - É a expressão verbal de um raciocínio.
Automatismo - Movimento que escapa à direção dos centros superiores. Atividade psíquica inconsciente.
Axiologia - Teoria dos valores em geral, especialmente dos valores morais (do grego “axios”: valioso, desejável, estimado)
Axioma - Verdade que não se precisa demonstrar, por ser evidente por si mesma.
Belo - No sentido objetivo, é o esplendor do ser. No sentido subjetivo, é aquilo cuja contemplação causa prazer.
Bem - Aquilo que possui um valor moral positivo, constituindo o objeto ou o fim da ação humana.
Ceticismo - Concepção filosófica segundo a qual o conhecimento certo e definitivo sobre algo pode ser buscado, mas não atingido.
Ciência - Objetivamente, é um conjunto de verdades certas, logicamente encadeadas entre si, de modo a fornecer um sistema coerente. Subjetivamente, é um conhecimento certo das coisas por suas causas ou por seus princípios.
Conceito - Representação intelectual de um objeto. O mesmo que idéia ou noção.
Concreto - Aquilo que é efetivamente real ou determinado.
Conhecimento - Apropriação intelectual de determinado campo empírico ou ideal de dados, tendo em vista dominá-los e utilizá-los.
Conotação - Significado segundo, figurado, às vezes subjetivo, dependente de experiência pessoal de um signo.
Consciência - Em moral, é a faculdade que o homem tem de julgar o valor moral dos seus atos.
Contradição - Ato de afirmar e de negar, ao mesmo tempo, uma mesma coisa.
Cosmo - Designa o mundo enquanto ele é ordenado e se opõe ao caos: mundo considerado como um todo organizado, como uma ordem hierarquizada e harmoniosa.
Cosmogonia - Teoria sobre a origem do universo geralmente fundada em lendas ou em mitos e ligada a uma metafísica.
Cosmologia - Parte da filosofia que tem por objeto o estudo do mundo exterior, isto é, da essência da matéria e da vida.
Crítica - Atitude que consiste em separar o que é verdadeiro do que é falso, o que é legítimo do que é ilegítimo, o que é certo do que é verossímil.
Dedução - Raciocínio que nos permite tirar de uma ou várias proposições uma conclusão que delas decorre logicamente.
Definição - Do latim definitione. Definir, segundo a lógica formal, é dizer o que a coisa é, com base no gênero próximo e na diferença específica.
Denotação - Significado primeiro e imediato de um signo (palavra, imagem etc.). Ver conotação.
Dever - Necessidade de realizar uma ação por respeito à lei civil ou moral.
Devir - Transformação incessante e permanente pela qual as coisas se constróem e se dissolvem noutras coisas através do tempo.
Dialética - Arte de discutir; tensão entre os opostos.
Dogma - Em filosofia, doutrina ou opinião filosófica transmitida de modo impositivo e sem contestação por uma escola ou corrente filosófica. Em religião, doutrina religiosa fundada numa verdade revelada e que exige o acatamento e a aceitação dos fiéis. No catolicismo, o dogma possui duas fontes: as Escrituras e a autoridade da Igreja.
Dogmatismo - Doutrina dos que pretendem basear seus postulados apenas na autoridade, sem admitir crítica nem discussão.
Doutrina - Conjunto de princípios, de idéias, que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico ou científico.
Doxa - Em grego significa opinião, juízo, ponto de vista, crença filosófica e também a fama, a glória humana.
Dúvida - Estado da mente em que não há assentimento firme sobre um juízo, por que se teme ser falso.
Dúvida Hiperbólica - Método de conhecimento que tem por objetivo descobrir a verdade (Descartes).
Empirismo - Caráter comum dos sistemas filosóficos que consideram a experiência como único critério de verdade.
Epifenômeno - Concepção que faz da consciência um fenômeno acessório e secundário, um simples reflexo, sem influência sobre os fatos de pensamento e conduta.
Epistemologia - (episteme, “ciência”): estudo do conhecimento científico do ponto de vista crítico, isto é, do seu valor; crítica da ciência; teoria do conhecimento.
Erro - É o conhecimento que não reflete fielmente a realidade e por isso mesmo não corresponde à realidade.
Escatologia - Doutrina que diz respeito aos fins últimos da humanidade, da natureza ou do indivíduo depois da morte.
Escolástica - Escola filosófica da Idade Média, cujo principal representante é Santo Tomás de Aquino. No sentido pejorativo, que decorre da escolástica decadente, o termo escolástico se refere a todo pensamento formal, verbal, estagnado nos quadros tradicionais.
Esotérico - Todo o ensinamento ministrado a círculo restrito e fechado de ouvintes. Saber secreto. Em oposição, exotérico é o saber público, aberto a todos.
Essência - Aquilo que a coisa é ou que faz dela aquilo que ela é.
Eternidade - Caráter do ser subtraído à mudança e ao tempo. Posse indivisível, perfeita e simultânea de uma vida sem fim.
Ética - Parte da Filosofia que se ocupa com o valor do comportamento humano. Investiga o sentido que o homem imprime à sua conduta para ser verdadeiramente feliz.
Evidente - Aquilo que se impõe a nós de modo direto e imediato.
Existência - O fato de a coisa estar aí, sem necessidade, de modo contingente (existencialismo).
Existencialismo - Conjunto de doutrinas que se opõem ao racionalismo e ao idealismo e que admitem que o objeto próprio da filosofia é a realidade existencial, isto é, existência concreta e vivida, e que o único meio que possuímos para entrar em contato com ela consiste no sentimento ou emoção
Facticidade - Caráter do que existe como puro fato.
Fato social - São todas as formas de associações e as maneiras de agir, sentir e pensar, padronizadas e socialmente sancionadas.
Fenômeno - Aquilo que se oferece à observação intelectual, isto é, à observação pura
Fenomenologia - No sentido geral, é o estudo descritivo de um conjunto de fenômenos tais como se manifestam no tempo ou no espaço, em oposição às leis abstratas e fixas desses.
Fideísmo - Doutrina segundo a qual as verdades fundamentais da ordem especulativa ou da ordem prática não devem ser justificadas pela razão, mas simplesmente aceitas como objeto de pura crença.
Filosofia - Sistema de conhecimentos naturais, metodicamente adquiridos e ordenados que tende a explicar todas as coisas por seus primeiros princípios e suas razões fundamentais.
Fim - Via de regra, na terminologia filosófica, este vocábulo não designa o mero termo, ou seja, o último de uma série, mas sim “aquilo pelo qual (id, propter quod) alguma coisa existe ou se faz (fit).
Gnose - Conhecimento esotérico e perfeito das coisas divinas pela qual se pretende explicar o sentido profundo de todas as religiões.
Gnoseologia - Teoria do conhecimento que tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites da faculdade de conhecer.
Hermenêutica - Parte da crítica histórica que consiste em decifrar, traduzir e interpretar os textos antigos.
Heterodoxia - Crença contrária aos princípios aceitos na época.
Heurístico - Aquilo que se refere à descoberta e serve de idéia diretriz numa pesquisa. Um método é heurístico quando leva o aluno a descobrir aquilo que se pretende que ele aprenda.
Ideal - O que se concebe como um tipo perfeito.
Idealismo - Caráter geral dos sistemas filosóficos que negam a objetividade do conhecimento e reduzem o ser ao pensamento.
Idéia - Representação intelectual de um objeto.
Imagem - Representação sensível de um objeto.
Imaginação - Faculdade de representar ou de combinar imagens.
Imanente - O que está contido na natureza de um ser.
Inato - Tudo aquilo que existe num ser desde seu surgimento e que pertence à sua natureza. opõe-se a adquirido, aprendido.
Indeterminismo - Doutrina segundo a qual o homem é dotado de livre-arbítrio.
Indução - Raciocínio ou forma de conhecimento pelo qual passamos do particular ao universal, do especial ao geral, do conhecimento dos fatos ao conhecimento das leis.
Instinto - Atividade automática, existente sobretudo no animal, caracterizada por um conjunto de reações bem determinadas hereditárias, específicas, idênticas na espécie. Não confundir com intuição.
Intuição - Forma de conhecimento que permite à mente captar algo de modo direto e imediato.
Inútil - Significa o que não tem um fim noutro, ou seja, não tem fim algum, ou tem um fim em si mesmo.
Juízo - Faculdade ou ato de julgar, de afirmar relações de conveniência ou desconveniências entre duas idéias.
Justiça - No sentido restrito, é a constante e perpétua vontade de conceder o direito a si próprio e aos outros, segundo a igualdade; no sentido moral, significa o respeito que há em cada um de dar a cada um o que é seu.
Lei - Relação necessária entre dois acontecimentos. Lei científica: aquela que estabelece entre os fatos relações mensuráveis, universais e necessárias, autorizando a previsão.
Lei Moral - Compreende o conjunto de normas éticas resultantes da situação do homem na realidade e que, anteriormente a toda estipulação ou convenção, obrigam fundamentalmente a todos os homens.
Lei Natural - Em sentido filosófico, é uma ordenação para determinada atividade insita nas coisas naturais. Recebe o nome de lei, porque por meio desta disposição foi dada aos seres da natureza uma necessidade para operar, necessidade diversa, segundo a natureza da coisa: é diferente no domínio inorgânico, no orgânico e no humano-espiritual. Neste último domínio, lei natural eqüivale a lei moral natural; sua necessidade consiste no dever da obrigação.
Liberalismo - Doutrina que preconiza a liberdade política ou a liberdade de consciência.
Liberdade - Capacidade de poder agir por si mesmo, com autodeterminação, independentemente de toda a coerção exterior.
Livre-Arbítrio quer dizer juízo livre. É a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, conscientemente conhecidos.
Lógica - Ciência das leis ideais do pensamento e a arte de aplicá-los corretamente na pesquisa e na demonstração da verdade.
Logos - Significa discurso, palavra (verbo), palavra dotada de sentido.
Maiêutica - Método socrático de interrogação, como a parteira dá à luz os corpos, procura “dar à luz” os espíritos para levar seus interlocutores a descobrirem a verdade que eles trazem em si sem o saber. Por extensão, método pedagógico que permite ao mestre apenas dirigir a pesquisa do aluno, este devendo encontrar a verdade por sua própria reflexão.
Marxismo - Teoria econômica, social, política e filosófica elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels, utilizada ao mesmo tempo como método de análise dos fenômenos sociais e como princípios de uma prática revolucionária.
Materialismo - Doutrina segundo a qual toda a realidade, inclusive a espiritual, se reduz à matéria e suas modificações.
Materialismo Dialético - O materialismo dialético é a união do materialismo clássico com a dialética de Hegel, e representa o núcleo filosófico do marxismo.
Metafísica - Parte da filosofia que procura os princípios e as causas primeiras e que estuda o ser enquanto ser.
Método - do grego methodos significa caminho para chegar a um fim.
Misticismo - Crença numa ordem de realidades sobrenaturais e na possibilidade de uma união íntima e direta com Deus.
Mito - Relato fabuloso contando uma história que serve ao mesmo tempo de origem e justificação de um grupo social.
Monismo - Teoria segundo a qual a realidade é formada de uma única substância, pois só existe um princípio fundamental, seja a matéria, seja o espírito.
Monoideísmo - Estado patológico, caracterizado pela tendência de uma pessoa retornar sempre em seu pensamento e em sua palavra a um só tema, uma idéia fixa, que é propriamente a monomania.
Moral - Conjunto de costumes e juízos morais de um indivíduo ou de uma sociedade; teoria que visa orientar a ação humana submetida ao dever e com vistas ao bem; conjunto de normas livre e conscientemente aceitas que visam organizar as relações dos indivíduos na sociedade.
Moralismo - Apego excessivo à letra das regras morais em detrimento de seu espírito. Atitude prática que consente em cultivar apenas a perfeição moral sem se preocupar com o bem a ser realizado.
Mundividência - É a compreensão global da essência, origem, valor, sentido e finalidade do mundo e da vida humana. O mesmo que cosmovisão (concepção de universo).
Necessidade - Necessário é o que não se pode ser de outra maneira ou aquilo cuja contraditória é impossível.
Niilismo - É a doutrina que admite que o nada, além de ser, ou de haver, é capaz de ser pensado.
Númeno - De acordo com Kant, guarda relação com o verbo pensar, mas de fato, aparece mais equivalente a pensado, como oposto a percebido pelos sentidos.
Objetivo - O que existe fora do espírito e independente do conhecimento do sujeito. O contrário de subjetivo.
Objeto - Aquilo sobre que incide o conhecimento ou recai a ação. Oposto ao sujeito que é o que exerce a ação ou o conhecimento.
Ontologia - Parte da Filosofia que se ocupa do ser enquanto ser, ou seja, do ser concebido na sua totalidade e na sua universalidade.
Opinião - Juízo que adotamos sem termos a certeza de sua verdade.
Ortodoxia - Posição a favor das crenças vigentes.
Palingenesia - (Do grego palin, outra vez, e genesis, nascimento). Literalmente, é o novo nascimento ou regeneração; na Teologia religiosa, é o renascimento das idéias de uma doutrina esquecida, ou a nova vida dos indivíduos.
Panteísmo - (Do grego pan, tudo, e Theos, Deus = tudo é Deus). Doutrina que afirma que o cosmo nada mais é que a manifestação do próprio Deus.
Paradoxo - (Do grego para e doxa, opinião). Estado de coisas (ou declaração que se faça sobre elas), que aparentemente implica alguma contradição, pois uma análise mais profunda faz desvanecê-la.
Percepção - É a apreensão sensorial global de um complexo de dados sensíveis.
Personalidade - Caráter do ser que tem consciência de ser portador de si mesmo, que tem consciência de sua individualidade e de seu papel.
Política - Do grego politikós (polis) que significa tudo o que diz respeito à cidade.
Pragmatismo - Sistema filosófico de William James, que subordina a verdade à utilidade e reconhece a primazia da ação sobre o pensamento.
Práxis - Os gregos chamavam práxis à ação de levar a cabo alguma coisa; também serve para designar a ação moral; significa ainda o conjunto de ações que o homem pode realizar e, neste sentido, a práxis se contrapõe à teoria. No marxismo significa união dialética da teoria e da prática.
Princípio - É aquilo, donde, de algum modo, uma coisa procede quanto ao ser, ao acontecer ou ao conhecer.
Problema - Nem toda a questão se denomina problema, mas tão-só aquele que, por causa da dificuldade que lhe é intrínseca, não logra ser resolvida sem especial esforço.
Raciocínio - É aquela atividade mental, mercê da qual, da afirmação de uma ou mais proposições passamos a afirmar uma outra, em virtude da intelecção de sua conexão necessária.
Racional - Pelo termo “racional” (do latim ratio: razão, designamos em geral o modo especificamente humano do conhecimento conceptual-discursivo.
Racionalismo - Doutrina filosófica moderna (séc. XVII) que admite a razão como única fonte de conhecimento válido; a superestima do poder da razão. Principais representantes: Descartes, Leibniz. Doutrina oposta ao empirismo.
Realidade - Na hodierna terminologia filosófica, o termo “real” designa, via de regra, o ente, o que existe em oposição tanto ao que é apenas aparente quanto ao que é puramente possível.
Reflexão - Em sentido lato e pouco rigoroso, reflexão significa meditação comparativa e examinadora contraposta à percepção simples ou aos juízos primeiros e espontâneos sobre um objeto. No sentido ontológico, mais preciso e profundo, significa, ao mesmo tempo, uma volta do espírito à sua essência mais íntima. Esta volta (reflexio = re-flexão) é o sentido próprio do vocábulo.
Sensação - Significa, na linguagem corrente, qualquer vivência imediata.
Ser - designa aquela perfeição, pela qual alguma coisa é um ente.
Síntese - Significa etimologicamente “composição”. Em linguagem filosófica, síntese designa a união de vários conteúdos cognoscitivos num produto global de conhecimento, união que constitui uma das mais importantes funções da consciência.
Sistema - É a multiplicidade de conhecimentos articulados segundo uma idéia de totalidade.
Socialismo - Nome genérico das doutrinas que pretendem substituir o capitalismo por um sistema planificado que conduza a resultados mais eqüitativos e mais favoráveis ao pleno desenvolvimento do ser humano. Designação das correntes e movimentos políticos da classe operária que visam a propriedade coletiva dos meios de produção. O socialismo utópico (Saint Simon, Fourier, Proudhon etc.) foi criticado pelo socialismo científico (Marx e Engels). Para Marx, o socialismo é a primeira fase revolucionária após a destruição do Estado burguês e supõe ainda a existência de um aparelho estatal; após esta fase, deveria surgir o comunismo propriamente dito.
Sociologia - É a ciência da sociedade. Vem de societas (sociedade) e logos (estudo, ciência). É a ciência que estuda as estruturas sociais e as leis de seu desenvolvimento. Implica na análise do “fato social”.
Sofisma - É um raciocínio falso que se apresenta com aparência de verdadeiro.
Substância - Etimologicamente, é “que está debaixo” ou o que permanece debaixo das aparências ou dos fenômenos. Substância é o que tem seu ser, não em outro, mas em si ou por si. O contrário de acidente.
Sujeito - (Do latim subiectum = que está por debaixo) significa etimologicamente “o que foi posto debaixo”, “o que se encontra na base”. Ontologicamente, denota essencialmente uma relação a outra realidade que “descanse sobre ele”, que é “sustida” por ele.
Teleologia - Teoria dos fins. Doutrina segundo a qual o mundo é um sistema de relações entre meios e fins.
Teologia - É a ciência que tem Deus por objeto.
Teoria - O vocábulo “teoria” é usado, as mais das vezes em oposição a prática, significando neste caso, o conhecimento puro, a pura consideração contemplativa; ao passo que prática designa qualquer espécie de atividade fora do conhecimento, especialmente a atividade dirigida ao exterior.
Totalidade - Falamos de totalidade, quando muitas partes de tal modo estão ordenadas que, reunidas, formam uma unidade (o todo).
Transcendente - Em Kant, os princípios do entendimento puro além dos limites da experiência.
Universalismo - é a visão do todo, da grandeza e vastidão cósmica, da universalidade, oposta à limitação míope e mesquinha a valores parciais ou a interesses particulares.
Útil - Significa tudo aquilo que tem um fim noutro e não em si mesmo.
Utopia - (U-topos, “nenhum lugar”): que não existe em nenhum lugar; descrição de uma sociedade ideal; refere-se a um ideal de vida proposto. No sentido pejorativo, refere-se a um ideal irrealizável.
Verdade - Na acepção mais geral designa uma igualdade ou conformidade entre a inteligência (conhecimento intelectual) e o ser (adaequatio intellectus et rei), e, em sentido mais elevado, uma completa interpenetração de inteligência e ser.
Vício - É o pendor para agir de forma inadequada. É o oposto da virtude.
Vida - É o conjunto dos fenômenos de toda a espécie (particularmente de nutrição e de reprodução), que, para os seres que têm um grau elevado de organização, se estende do nascimento (ou produção do germe) até a morte.
Virtude - Eqüivale a capacidade, aptidão, e significa a habilidade, facilidade e disposição para levar a efeito determinadas ações adequadas ao homem.
Virtudes Cardeais - São assim denominadas (do latim cardo = gonzo), porque toda a vida moral gira em torno delas, como a porta em torno dos gonzos (dobradiças). São: prudência, fortaleza, temperança e justiça.
Vivência - É todo fato de consciência, na medida em que seu sujeito se apreende a si mesmo (de modo reflexo ou não reflexo) como encontrando-se numa determinada situação psíquica.
Por Sérgio Biagi Gregório
Fonte:http://www.ceismael.com.br/


